quinta-feira, 7 de março de 2013

A dança em estado de aprendizagem


Projeto apoiado pelo Funcultura convida o público a contribuir com a construção de um espetáculo de dança


Sugestão de pauta enviada por Germana Accioly 
(Nossa primeira sugestão!
Uhuuuuuu!!!)

Onde encontrar elementos que dialoguem com a contemporaneidade mantendo o hibridismo e a liberdade de criação? Quais são os limites fronteiriços da linguagem corporal enquanto arte?  Estas são algumas das questões que norteiam o espetáculo solo da performer Francini Barros, que no mês de março terá seis apresentações no Recife.
Fruto do doutorado na Unirio, Fabulações surgiu a partir de uma experimentação envolvendo objetos. Uma vez descontextualizados, perdendo sua finalidade utilitária, os objetos são imagens artísticas. Desta forma, Francini propõe outro sentido aos movimentos, relacionando a dança como linguagem e não como língua constituída.   
Atualmente professora do departamento de Teoria e Expressão Artística da UFPE, do curso de Licenciatura em Dança, Francini busca em seu processo de pesquisa contínua a troca com a cidade do Recife. Além de dialogar com o público durante o espetáculo, que tem em média 30 minutos, após cada apresentação ela promove um debate com o público. “Proponho um estado performativo, com muitos referenciais. São múltiplas histórias pra contar”, explica.
Quem assiste a Fabulações nunca vê a mesma história. Existe um roteiro a ser seguido, mas sempre há espaço para o improviso. E se quem conta um conto aumenta um ponto, Francini ensina em sua pesquisa que “o importante é estar poroso no mundo, é trocar e aprender”.
A pesquisa coreográfica de Fabulações está centrada no conceito de construção. Francini ainda não sabe o que acontecerá com o roteiro ao final das 6 apresentações propostas para o Recife, com estreia dia 08 de março no Teatro Hermilo Borba Filho, de graça.
Fabulações estreou no Rio de Janeiro no projeto Solos do SESC 2010. Francini pretende com a temporada recifense trocar informações com pesquisadores locais interessados nas questões da cena contemporânea híbrida e transdisciplinar da dança.  
Em sua investigação recifense, Francini bebe em muitas fontes. No dia 9 de março ela vai ao baile das popozudas no Clube Internacional do Recife para conhecer o funk produzido em Pernambuco, mais precisamente a criação do MC Sheldon. “Pesquisei muito o funk carioca. Agora quero conhecer como se comporta no Recife, uma cidade repleta de referências da cultura popular”, explica.
Além das duas no Teatro Hermilo Borba Filho (08 e 09 de março), Fabulações vai itinerar pela Casa Mecane e Centro de Artes e Comunicação da UFPE. “A ideia é experimentar novos públicos”, explica a performer. As datas destas apresentações ainda serão divulgadas.
Fabulações são tantos espetáculos quantos forem apresentados. Fabular é substituir a verdadeira realidade por uma aventura imaginária. Esta é a missão de Francini. Quem se dispuser a entrar nesta história, será personagem, espectador e inspiração.
Fabulações é sempre uma história nova a ser contada.
 
Serviço:
Fabulações
08 e 09 de março/ 20h
Aberto ao público

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