A dança em estado de aprendizagem
Projeto apoiado pelo
Funcultura convida o público a contribuir com a construção de um espetáculo de
dança
Sugestão de pauta enviada por Germana Accioly
(Nossa primeira sugestão!
Uhuuuuuu!!!)
Onde encontrar elementos que dialoguem com a
contemporaneidade mantendo o hibridismo e a liberdade de criação? Quais são os
limites fronteiriços da linguagem
corporal enquanto arte? Estas são algumas das
questões que norteiam o espetáculo solo da performer Francini Barros, que no
mês de março terá seis apresentações no Recife.
Fruto do doutorado na Unirio, Fabulações surgiu a partir de uma experimentação envolvendo objetos. Uma vez
descontextualizados, perdendo sua finalidade utilitária, os objetos são imagens
artísticas. Desta forma, Francini propõe outro sentido aos movimentos,
relacionando a dança como linguagem e não como língua constituída.
Atualmente professora do departamento de Teoria e Expressão Artística da
UFPE, do curso de Licenciatura em Dança, Francini busca em seu processo de pesquisa contínua
a troca com a cidade do Recife. Além de dialogar com o público durante o espetáculo,
que tem em média 30 minutos, após cada apresentação ela promove um debate com o
público. “Proponho um estado performativo, com muitos referenciais. São múltiplas
histórias pra contar”, explica.
Quem assiste a Fabulações
nunca vê a mesma história. Existe um roteiro a ser seguido, mas sempre há
espaço para o improviso. E se quem conta um conto aumenta um ponto, Francini
ensina em sua pesquisa que “o importante é estar poroso no mundo, é trocar e
aprender”.
A pesquisa coreográfica de Fabulações está centrada no
conceito de construção. Francini ainda não sabe o que acontecerá com o roteiro
ao final das 6 apresentações propostas para o Recife, com estreia dia 08 de
março no Teatro Hermilo Borba Filho, de graça.
Fabulações estreou no Rio de Janeiro no projeto Solos do SESC 2010. Francini pretende com a temporada recifense trocar
informações com pesquisadores locais interessados nas questões da cena
contemporânea híbrida e transdisciplinar da dança.
Em sua investigação recifense, Francini bebe em muitas fontes. No dia 9
de março ela vai ao baile das popozudas no Clube Internacional do Recife para
conhecer o funk produzido em Pernambuco, mais precisamente a criação do MC
Sheldon. “Pesquisei muito o funk carioca. Agora quero conhecer como se comporta
no Recife, uma cidade repleta de referências da cultura popular”, explica.
Além das
duas no Teatro Hermilo
Borba Filho (08 e 09 de março), Fabulações
vai itinerar pela Casa Mecane e Centro de Artes e Comunicação da UFPE. “A
ideia é experimentar novos públicos”, explica a performer. As datas destas
apresentações ainda serão divulgadas.
Fabulações são tantos espetáculos quantos forem
apresentados. Fabular é substituir a verdadeira realidade por uma aventura
imaginária. Esta é a missão de Francini. Quem se dispuser a entrar nesta
história, será personagem, espectador e inspiração.
Fabulações é sempre uma história nova a ser contada.
Serviço:
Fabulações
08 e 09 de março/ 20h
Aberto ao público
Marcadores: Dança, Teatro Hermilo Borba Filho



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